segunda-feira, 25 de julho de 2016

[RESENHA] - Extraordinário

Extraordinário
Autor: R. J. Palácio
Editora: Intrínsica
Tradução: Rachel Agavino

Aviso: Este review contém spoilers.
“Não julguem um garoto pela cara”
                Esta curta frase já diz tudo dessa maravilhosa obra a qual me emocionou e encantou. Cada parágrafo era uma superação e cada ponto de vista um sentimento inexplicável (ódio, compaixão, tristeza e etc). Este livro realmente conta a história ou início de superação do pequeno garoto, August, com sua luta incansável contra a discriminação.
                August Pullman ou Auggie, nasceu com um problema facial, uma síndrome genética muito rara onde seu rosto foi, com o passar dos meses dentro da barriga de sua mãe, tendo várias anormalidades.  Desde que nasceu passou por diversas cirurgias para reconstrução de sua face, porém, algumas cicatrizes acabaram deixando-o com uma aparência não muito agradável.
                O garoto nunca havia frequentado uma escola – até seus 9 anos -, foi ensinado em casa por sua mãe, Isabel – uma brasileira e mãe admirável. Superprotetora, Isabel cuida de Auggie com muito cuidado, deixando às vezes sua filha mais velha, Olivia (Via) um pouco de lado. Porém, a adolescente de certa forma não liga para tais situações e até mesmo é deveras atenciosa com seu irmão caçula, ela entende o seu problema. Assim também como seu pai e sua cachorra Daisy. Auggie agora com 10 anos foi inscrito e aceito para uma escola próxima de sua casa, de imediato ele se recusa a frequentá-la, mas ao conhecê-la e conhecer outras crianças, Auggie acabou aceitando.
                O diretor, Sr. Buzanfa, propôs para que três crianças auxiliassem o menino pelo menos no começo do ano letivo – crianças indicadas pelos professores; Charlotte, Julian e Jack Will foram escolhidos por possuírem um bom comportamento acadêmico. Porém, Julian não aparentava ser quem realmente era. Logo de início, já lançava indiretas que apenas Auggie – fã de Stars Wars – conseguia entender. Como compará-lo com um personagem deformado da saga.
                O primeiro dia de aula foi turbulento para o garoto, todos o olhavam, porém August já estava acostumado a ser tratado como aberração. Jack Will foi o único a continuar do seu lado e com o decorrer da história, tornaram-se melhores amigos. Junto a Summer, garota meiga e diferente das demais daquela escola; fora a única a juntar-se a Auggie na mesa do refeitório e assim iniciando uma amizade verdadeira e sincera.
                Com o decorrer dos capítulos, a trajetória de Auggie na escola foi piorando, brincadeiras maldosas eram feitas à ele – lideradas por Julian –, como a brincadeira “A praga”, onde quem encostasse nele acidentalmente teria que lavar sua mão dentro de determinados segundos se não contrairia a doença do mesmo. Auggie era alvo inevitável do bullying e prova viva como as crianças podem ser más quando realmente querem.
                O livro também engloba pontos de vistas de outros personagens (narrativas), assim como o de Via, Julian, Summer, Miranda e Justin. Uma ideia interessante, pois cada um narra do seu ponto de vista o sofrimento de Auggie.
                A história ao todo é tão bela e escrita cuidadosamente que nada mais merecedor do que um final emocionante!
                Auggie estava sendo vítima de agressão, assim como Jack, por garotos maiores de outra escola em um acampamento. E assim, para defende-lo alguns garotos de sua sala chegam para socorrer seus colegas. E graças a esta ação criminosa e preconceituosa dos agressores, surge então o respeito de todos por Auggie, que até então ainda era vítima dos olhares de seus colegas de classe e de escola.
                A história praticamente se encerra com a cerimônia de formatura do 5º ano; onde Auggie fora pelo premiado pelo diretor da escola, por sua bravura ao enfrentar os preconceitos durante o ano letivo superando seus medos e mostrando-nos que a aparência não é tudo. Logo após anunciado a premiação, August fora surpreendido pela enorme quantidade de aplausos e pessoas gritando seu nome, assim como o choro de felicidade e emoção de várias pessoas presentes ali. Logo após subir ao palco e receber a medalha, August é mais uma vez aplaudido.
“Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porquê todos nós vencemos o mundo”
August Pullman.


Parecer final
                Ótima história e muito bem desenvolvida, a autora está de parabéns por tratar um assunto tão delicado com uma forma excepcional.
                Acredito que este livro poderia ser ambientado para um filme, exatamente por ser tratar de uma história de superação e coragem. Um verdadeiro exemplo de vida.

                Recomendo este livro para todos. 

2 comentários:

  1. Adoro ler e ver dramas, ainda mais com histórias de superação como essas! Ver pessoas com qualquer tipo de limitação e, mesmo assim, sendo feliz, crescendo como pessoa, ultrapassando barreiras em nome da vida, me inspira. E essa resenha me fez saber que esse livro se trata disso. Com certeza um que escolheria pra ler! Bjs

    http://solteiricedemae.blogspot.com.br/

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    1. Oi amore ❤
      Assim que conseguir, leia.. porque a leitura realmente é prazerosa e a história magnifica.
      Beijos adocicados😙😗

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